Partindo das Diretivas das Aves e Habitats e de como as áreas protegidas e a administração têm um papel vital na implementação de modelos de gestão adequados da Rede N2000, vamos conhecer alguns exemplos da gestão da Rede Natura 2000 na Europa.
Workshops PT
05 – Saúde pela Natureza: áreas protegidas e programas de saúde e bem-estar
Moderador: Pete Rawcliff, Conselho do EUROPARC, Scottish Natural Heritage (UK)
Este workshop irá focar-se nas ligações entre a saúde, o bem-estar e a natureza. Especificamente, centrará a sua atenção nas parcerias eficazes com o setor da saúde. Para além disso, irá identificar ferramentas práticas e programas, através dos exemplos partilhados na Europa, que podem ser implementados pelos parques, não apenas para servir as necessidades de saúde da sociedade, mas para destacar novamente, a necessidade contínua de parques “com saúde” para pessoas saudáveis.
04 – Uma solução alternativa para a gestão de áreas protegidas? Gestão privada de Áreas Protegidas Públicas
Moderador: Paulo Castro, Conselho do EUROPARC
As Áreas Protegidas Públicas têm recorrido a soluções externas desde há algum tempo, numa tentativa de encontrar soluções alternativas que apresentem um menor custo. O paradigma do serviço público grátis para todos está a chegar ao fim em todo o tipo de serviços, incluindo o uso público das áreas protegidas. O debate centra-se na crescente externalização de serviços e no aumento dos custos para visitar as áreas protegidas. Neste debate, as parcerias público-privadas tendem a ser vistas como a solução para todos os problemas ou como o problema em si. É necessário apresentar exemplos da Europa, e fora dela, de forma a conhecermos modelos alternativos que apoiem os serviços públicos nestas parcerias público-privadas.
Estudo de caso #1
Fernando Sousa, Cataratas SA
“Gerindo centros de visitantes para 4 milhões de visitantes no brasil, uma experiência de sucesso envolvendo os parceiros locais” por Fernando Sousa do Grupo Cataratas, SA (uma grande empresa que gere vários centros de visitantes em Parques nacionais no Brasil), Brasil
Fernando vai-nos falar de como a empresa Cataratas está gerindo centros de visitantes de 3 parques nacionais no Brasil representando mais de 4 milhões de visitantes anualmente e qual tem sido a sua estratégia para involver a população local na sua economia, sendo mais inclusiva e sustentável para o território.
Estudo de caso #2
Fernando PieronI, Instituto SEMEIA
“Parcerias Público Privadas (PPP), desenvolvendo uma solução para algumas Áreas Protegidas brasileiras” por Fernando Pieroni de Semeia(ONG brasileira que desenvolve PPP), Brasil
Quando há grandes cortes orçamentais estruturais nas AP de todo o mundo, Fernando vai-nos falar acerca do trabalho relevante realizado por SEMEIA enquanto ONG que está ajudando a estabelecer Parcerias Público Privadas onde o setor privado está igualmente ajudando o setor público financiando soluções por forma a manter os altos padrões de gestão das Áreas Protegidas públicas.
03 – Os privados fazem melhor?
Moderador: Joaquim Teodósio, SPEA (PT)
As áreas de conservação da natureza geridas por privados não são comuns na Europa, mas já existem há muito tempo. O setor privado tem demonstrado um interesse crescente na conservação da natureza através de uma gestão sustentável com atividades de baixo impacto, em particular, o ecoturismo. Numa altura em que o abandono das terras e o despovoamento das áreas rurais são uma realidade em vários locais da Europa e em que a desertificação tem traçado o seu próprio caminho, existem exemplos de sucesso na Europa, e fora dela, que devem ser debatidos.
Estudo de caso #1
Flavio Ojidos, CNRPPN (BR)
“RPPN – Áreas Protegidas privados do Brasil: 27 anos de experiência e desafios para o futuro” por Flávio Ojidos da CNRPPN – Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, Brasil
Flávio vai explicar-nos como funciona a participação da sociedade civil na conservação da biodiversidade no Brasil e como as RPPN são consideradas no sistema brasileiro de áreas protegidas, tratando da relevância desta realidade não só em termos de habitats protegidos, mas também em termos de oportunidades de geração de recursos, com vista ao desenvolvimento sustentável. Ele nos apresentará também a experiência da sua própria RPPN.
Estudo de caso #2
Pedro Prata, Associação Transumância e Natureza (PT)
“Faia Brava, a primeira Área Protegida portuguesa e o seu trabalho em prol da sustentabilidade” por Pedro Prata, ATN Associação Transumância e Natureza (ONG portuguesa que gere a AP)
Pedro irá contar-nos a história desta pequena Área Protegida privada estabelecida numa zona de Portugal de muito baixa densidade populacional onde eles criaram uma oportunidade de emprego e desenvolvimento sustentável e ao mesmo tempo protegendo e realçando o património natural do território.
02 – Podemos (con)viver com eles?
Moderador: Margarida Fernandes, ICNF- Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas
A fauna selvagem é um recurso natural, mas pode ser também um problema quando causa prejuízos em plantações, em rebanhos ou provoca acidentes rodoviários. O dilema existe e aqueles que sofrem as perdas esperam uma compensação. No entanto, as limitações de orçamento, o controlo dos prejuízos e a falta de fauna selvagem são parte do problema/solução. Qual é o limite para os pagamentos? E que soluções para além dos pagamentos? Todos e quaisquer prejuízos? Existem vários modelos resolução/gestão deste problema, dependendo da fauna, dos prejuízos e da tradição. Quais os modelos alternativos?
Estudo de caso #1
Carlo Bifulco, Parco Nazionale Monti Sibillini
“Convivendo com o javali e o lobo nas montanhas dos Apeninos” por Carlo Bifulco do Parque Nacional Monti Sibillini, Itália
Carlo vai-nos explicar como o Parque Nacional Monti Sibillini nos Apeninos em Itália está a lidar com o excesso de população de javali e os prejuízos causados pela presença do lobo, usando dois projetos plurianuais e procurando soluções para essas situações.
Estudo de caso #2
Francisco Alvares, CIBIO-InBIO
“Conflitos e oportunidades com os lobos no Parque Nacional da Peneda Gerês” por Francisco Alvares do CIBIO-InBIO, (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, Universidade do Porto), Portugal
Francisco vai-nos explicar como um trabalho persistente com as comunidades locais nas montanhas do Parque Nacional da Peneda Gerês melhorou as perceções e os conflitos com os lobos, fornecendo conhecimento para lidar com os antigos medos e crenças, para prevenir os prejuízos nos rebanhos e valorizar estes carnívoros como uma oportunidade turística.
01 – Fogo bom, Fogo mau
Moderador: Paulo Mateus, ICNF -Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas
O fogo faz parte da Natureza bem como da Humanidade. O fogo tem sido utilizado pelo Homem como uma ferramenta de gestão da paisagem, da pastorícia e da agricultura e, muitas vezes, de uma forma sustentável. O fogo determinou também alguns habitats específicos que são valorizados como recursos naturais. Atualmente, com as mudanças climáticas, o abandono das terras e o despovoamento das áreas rurais, o impacto dos incêndios requer prevenção, modelos de gestão e sistemas participativos, nos quais o fogo é parte da solução e não apenas o problema.
Estudo de caso #1
Paulo M. Fernandes, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Escola de Ciências Agrárias & Veterinárias (ECAV) (PT)
“Há um fogo bom, fogo mau?”
Paulo vai explicar-nos a especificidade do fogo na Europa do Sul, nomeadamente as suas causas, fatores e dinâmicas, porque o fogo pode ser tão devastador, mas também como o fogo tem sido tradicionalmente uma ferramenta sustentável para gerir as paisagens, pastagens e habitats e como usá-lo de uma forma positiva e benéfica.
Estudo de caso #2
Carlos Loureiro, GIFF – Gestão Integrada e Fomento Florestal Lda. (PT)
“Utilização do Fogo controlado em áreas de conservação da natureza. Alguns casos práticos em Portugal e em Itália”
Carlos vai-nos apresentar, do ponto de vista de uma empresa privada, casos práticos do uso do fogo controlado em Áreas Protegidas com que ele trabalhou em Portugal e Itália, aplicado à gestão de habitats e prevenção de incêndios florestais.